Epistolário Magno de Luís de Camões

EDIÇÃO CRÍTICA, ANALÍTICA E EXEGÉTICA EM CINCO VOLUMES

Edição, estudo e comentário de Felipe de Saavedra

volume 1 publicado · volume 2 em preparação

Exemplar do «Epistolário Magno de Luís de Camões, volume I — Celestina em Lisboa», de Felipe de Saavedra, com cinta-marcador.

Volume 1 — Celestina em Lisboa, com cinta-marcador.

O Epistolário Magno de Luís de Camões é uma obra em cinco volumes que assenta na releitura das mais antigas fontes manuscritas e impressas, elevando o estudo da epistolografia clássica portuguesa a um novo patamar de exigência científica. Mais do que reunir cartas, este projecto propõe uma leitura crítica, analítica e exegética do corpus epistolar camoniano, recolocando-o no centro da obra, da biografia e da fortuna crítica de Camões.

O primeiro volume, Celestina em Lisboa, abre esse percurso com uma carta cuja autoria camoniana só viria a ser reatribuída muitos séculos depois, e desenvolve, a partir dela, um amplo trabalho de leitura, comentário e interpretação. Ao longo da série, o projecto articula cartas, cartas perdidas, sátiras e recepção crítica num conjunto editorial coerente, pensado para aprofundar o lugar do missivário na tradição literária portuguesa.

o editor

Felipe de Saavedra é autor do projecto Epistolário Magno de Luís de Camões, no qual assume a edição, o estudo e o enquadramento crítico da obra, a partir de um trabalho filológico de longa duração sobre as fontes manuscritas e impressas do epistolário camoniano.

volumes

Volume 1 — Celestina em Lisboa [edição crítica, analítica e comentada]
CARTA VI — Por q̃ nẽ tudo seja falaruos de siso
já publicado

Volume 2 — Quẽ tera tã livre o pensamento?
CARTA I — Huã de v m me deraõ tam guastada
CARTA II — Quem pode ser no mundo tã quieto
CARTA III — Aquella cuio peito em flama ardido
CARTA IV — Por usar costume antigo
em preparação

Volume 3 — Visitação aos Paços de Vénus
CARTA V — Mandarame que lh’escreuesse
CARTA VII — Huã vossa me deraõ a qual pello descostume
CARTA VIII — Quanto mais tarde vos escreuo

Volume 4 — Cà, & lâ màs fadas há (letras da Índia)
CARTA IX — Deſejei tanto hũa voſſa
SÁTIRA I — Eſte mundo es el camino
SÁTIRA II — E hũ q̃ bebia exceßiuamente
CARTA X — Esta uai com a candeia na maõ
CARTA XI — Aquelle vnico exemplo

Volume 5 — Hora temperaime la essa guaita
CARTA XII — Quem ouuiu dizer nunca
Cartas perdidas
Recepção crítica do epistolário

volume I — Celestina em Lisboa

Publicado em Julho de 2022, Celestina em Lisboa inaugura o Epistolário Magno de Luís de Camões com a edição integral da carta VI, «Por q̃ nẽ tudo seja falarvos de siso», cuja autoria só viria a ser reatribuída a Camões cerca de 470 anos depois, acompanhada de fac-símile, leitura e amplo estudo crítico. Ao trazer a público quase mil e quinhentas palavras decisivas para o corpus camoniano, este volume redefine o lugar da carta no conjunto da obra.

Mais do que fixar um texto, este volume relê a carta à luz da tradição manuscrita, do universo celestinesco, da cultura letrada e dos costumes da Lisboa quinhentista, articulando filologia, história e exegese.

Trata-se de um volume de forte densidade interpretativa, que devolve centralidade a uma peça decisiva da epistolografia camoniana e abre, com grande ambição crítica, uma obra concebida em cinco volumes.

por dentro do volume

O primeiro volume combina fac-símile, edição crítica, aparato textual, comentário filológico e leitura exegética, num percurso que atravessa a transmissão manuscrita, o universo celestinesco, a sátira, a cultura literária quinhentista e a interpretação simbólica da carta. Seguem-se algumas páginas do volume I.

Exemplar de «Celestina em Lisboa», volume inaugural do «Epistolário Magno de Luís de Camões», com a cinta-marcador, junto a reproduções da Carta VI.
Livro com a cinta-marcador e encarte com fac-símile da Carta VI.
Índice do volume «Celestina em Lisboa».
Índice
Dupla de abertura da secção «Abertura da Carta VI» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da Carta VI.
Dupla de abertura da secção «Genealogias» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «Genealogias», com frontispício da Celestina e texto «Camões epistolar».
Dupla de abertura da secção «A queda» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «A Queda», com escultura de Faetonte e início da leitura interpretativa.
Dupla de abertura da secção «Filologia» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «Filologia», com pintura de Bartolomé Esteban Murillo e levantamento de celestinismos.
Dupla de abertura da secção «Exegese» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «Exegese», com Celestina e a sua filha e o texto «Autovindicações».
Dupla de abertura da secção «Sentido tropológico» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «Sentido tropológico», com A celestina, o cliente e a tangedora e o texto «Fama e infâmia da ars lenandi».
Dupla de abertura da secção «Leitura alegórica» no volume «Celestina em Lisboa».
Abertura da secção «Leitura alegórica», com Bacchanal e o texto «Baccho, príncipe e guru».

complemento de leitura

Para acompanhar o volume Celestina em Lisboa, disponibilizamos uma leitura modernizada da Carta VI — Por q̃ nẽ tudo seja falarvos de siso —, preparada por Felipe de Saavedra como apoio à edição crítica publicada no livro.

Esta versão não substitui a edição crítica, mas facilita o acesso ao texto por leitores não especializados, preservando a vivacidade satírica, burlesca e obscena da carta camoniana.

estado do projecto

O volume 1 encontra-se publicado. O volume 2 está em preparação. Os restantes volumes serão anunciados à medida que avancem os trabalhos da obra.

ficha breve

obra epistolar de Luís Vaz de Camões em cinco volumes
âmbito: edição crítica, analítica e comentada do epistolário camoniano

edição, estudo e comentário: Felipe de Saavedra
colecção: Epistolários, 2
edição: Canto Redondo
miolo: a preto e branco, com imagens e fac-símiles a cores
capa mole com badanas · 180 × 200 mm

volume 1 — Celestina em Lisboa [edição crítica, analítica e comentada]
revisão científica: José Camões (Teatro), Maria do Céu Fraga (Genologia)
extra: encarte com fac-símile e leitura da carta VI
texto em AO90 · 308 páginas
1.ª edição: Julho 2022
estado: disponível

notícias

As notícias relativas ao projecto editorial, à circulação e à recepção da obra encontram-se reunidas na secção Notícias. Destacamos abaixo algumas peças de especial relevância.

Exemplar de «Celestina em Lisboa», volume inaugural do «Epistolário Magno de Luís de Camões», com o Códice Varejão ao fundo.

Isabel Rio Novo assinala o Epistolário Magno de Luís de Camões

A escritora e investigadora Isabel Rio Novo destacou publicamente o primeiro volume da obra, sublinhando a singularidade do projecto e o seu contributo para uma nova leitura do universo camoniano.

O Epistolário Magno de Luís de Camões na Colóquio/Letras

A revista Colóquio/Letras publicou, no n.º 213, uma recensão crítica ao primeiro volume da obra, assinada por Vítor Amaral de Oliveira.