O primeiro volume do Epistolário Magno de Luís de Camões foi objecto de recensão crítica na revista Colóquio/Letras, n.º 213, Maio/Agosto de 2023, publicada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Assinado por Vítor Amaral de Oliveira, o texto abre a secção de recensões críticas dedicada à literatura portuguesa, no núcleo de edição crítica, e analisa o volume Celestina em Lisboa, edição crítica, analítica e comentada da Carta VI do corpus epistolar camoniano, preparada por Felipe de Saavedra.
O artigo sublinha a amplitude do trabalho desenvolvido, desde a leitura paleográfica da carta até ao comentário filológico, histórico e exegético, destacando também a dimensão material do livro — das margens generosas ao encarte fac-similado e à cinta-marcador.
Entre os aspectos assinalados, Vítor Amaral de Oliveira destaca a dimensão material da edição, afirmando que «o próprio livro como objecto suscita o entusiasmo pela leitura» e detendo-se no desenho da cinta-marcador: «A cinta não é cinta, mas da cabeça ao pé do livro cai pela lombada, em écharpe: um requinte.»
Para o Canto Redondo, esta leitura crítica constitui um sinal importante da recepção da obra e do seu lugar no campo dos estudos camonianos e da epistolografia portuguesa.